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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Aconteceu no Memorial da América Latina em 04 de junho de 2009:

I ENCONTRO COM A POESIA URBANA: SARAUS LITERÁRIOS – DA PERIFERIA PARA O CENTRO
Tem como objetivo conhecer a produção de saraus organizados em vários pontos da cidade de São Paulo e discutir a importância da manifestação dos artistas da periferia, mostrando que ela tem voz e que essa voz também é poética. Para conhecê-la e reconhecê-la como uma autêntica manifestação literária nacional, é preciso não apenas ir à periferia, mas também trazer a periferia par o centro.
PROGRAMAÇÃO
Dia 4 de junho (quinta-feira), das 19h30 às 22h
Memorial da América Latina - Biblioteca Latino-Americana Victor Civita
Entrada pelo portão 6
Com a participação dos poetas:
Frederico Barbosa
Sergio Vaz
Antonio Vicente Seraphim Pietroforte
Sacolinha
Rui Mascarenhas
Promoção: Divisão de Produção de Eventos - CBEAL
Centro Brasileiro de Estudos da América Latina
Fundação Memorial da América Latina
Tel. (55-11) 3823-4780 / Fax. (55-11) 3823-4798
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664
Metrô Barra Funda – São Paulo / SP
Coordenação Acadêmica
Maurício Silva
Murilo Jardelino
Rita Couto

quarta-feira, 8 de julho de 2009

IRAQUE...EUA...Logo em seguida uma poesia de Bertolt Brecht.

ATÉ QUANDO ?

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Nada É Impossível De Mudar


Desconfiai do mais trivial, na aparência singela.

E examinai, sobretudo, o que parece habitual.

Suplicamos expressamente:

não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,

pois em tempo de desordem sangrenta,

de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,

de humanidade desumanizada,

nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar.


Bertolt Brecht

terça-feira, 7 de julho de 2009

Texto enviado pelo estudante de História da Unicastelo, do noturno, Edson Luis.


Conto de Fadas para Mulheres do Século 21


'Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa, independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã. Então, a rã pulou para o seu colo e disse: Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas, uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...
E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: 'Nem fo...den...do!'...


Luís Fernando Veríssimo

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Do blog Delírios e Abstrações.

Nos dias 18 e 19 de Junho de 2009 aconteceu no auditório da universidade São Judas o 1º Seminário Intersetorial Mooca – Criança e Adolescente, Família, Políticas Publicas e Desafios da Rede.

Dedicado a todos os companheiros de trabalho, que de uma forma ou de outra GRITARAM e GRITAM todos os dias...
Como a indignação não termina, e muitas vezes não da pra ser descrita, este poema não tem inicio nem fim... e espero que nunca tenha....
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Suas glorias duraram pouco tempo
Por um dia e meio suas mãos estiveram a mostra
Barrando em vão pessoas
Para um inútil discussão
Era tapa na cara
Mãos mudas dizendo NÃO
Em vão
Como é em vão suas vidas
Como é em vão suas opiniões.
Falamos de números, montamos gráficos,
Discutimos indignados o futuro daqueles que não foram convidados
O espetáculo comove, gera aplausos, risos...Indignações?!?!?!...
O ar condicionado só faz condicionar aquelas mentes
Humanas, mundanas, imundanas...
Vimos instituições brigando feito cobras
Querendo mostrar aquele que pode mais
Muito ego esmagando almas
Muito eu para pouco nós
Muita idéia sem nenhum conteúdo
Muita ânsia para pouca ação...
O Grito de liberdade foi dado em uma sala fechada
Mas a prisão nas ruas continua sufocando
Os carros importados continuam blindados
Crianças continuam abandonadas
Os vidros continuam filmados,
indiferentes as vidas que gritam do outro lado da janela...
Mas são apenas pessoas,
São apenas crianças
São apenas nomes,
São apenas desesperanças...
É muita conformação... ou não!

Poesia e Foto: Fernanda Moro (Estudante de História da Unicastelo e Agente de Proteção Social)

terça-feira, 19 de maio de 2009

Censura.


Vitimadas e abandonadas
Crianças sem nomes e sem lei
Ao vento de nossa historia
Cadáveres enterrados sem nome
Sem choro, sem vela, sem reza
Dores sem remédio
Dores de fome sem nexo
Olhares cegos
Gritos mudos de opinião
Fernanda Moro

sábado, 28 de março de 2009

Quem é Bertolt Brecht ?

Brecht nasceu antes da virada do século, no dia 10 de fevereiro de 1898. Viu a 1a Grande Guerra, viu a Revolução ser massacrada na Alemanha e seus líderes serem barbaramente assassinados, assim como milhares de operários e também as lideranças sindicais.
Viu a fome nos anos 20, viu a ascensão de Hitler, viu a perseguição de perto. Em 1933 viu o incêndio do Parlamento Alemão - o Reichstag - e compreende que tinha chegado uma nova era. Sabia que os próprios nazistas tinham colocado fogo no parlamento e colocado a culpa nos comunistas. As perseguições iam aumentar. Era hora de fugir.
A partir daí fugiu de país em país, sempre com a mala em cima do armário, sabendo sempre que não era bem vindo. Finalmente nos Estados Unidos sentiu na carne o que era a Caça às Bruxas. O anticomunismo estava mais forte do que nunca no país que se dizia a terra da liberdade.
"As ruas do meu tempo conduziam ao pântano.A linguagem denunciou-me ao carrasco.Eu pouco podia fazer. Mas os que estavam por cimaEstariam melhor sem mim, disso tive esperança."
Apesar de todas as perseguições - ou talvez justamente por elas - Bertolt nunca parou de escrever. Escreveu de tudo: poesia, teatro, ensaios, roteiros de cinema. Mas apesar da sua produção ser enorme tinha grandes dificuldades para sobreviver: dinheiro curto, dificuldades com a língua (por causa das sucessivas mudanças de país) etc.
Depois do fim da guerra volta para sua Alemanha, mas sabe que ela não era mais a mesma: eram os tempos das duas Alemanhas. Num curto período de tempo finalmente Brecht teve o seu teatro e o seu coletivo de trabalho: o Berliner Ensemble. Instalado no mesmo teatro que em 1928, antes da sua fuga, fez um enorme sucesso com a Ópera dos Três Vinténs, é com essa companhia que finalmente vai poder colocar em prática o seu trabalho. Em 1954 o Berliner Ensemble faz a sua primeira grande viagem pela Europa, e a partir daí o nome Bertolt Brecht passará a ser um dos nomes mais importantes para o teatro no século vinte.
Discutido, criticado, atacado, perseguido. Entretanto uma coisa é certa: Bertolt Brecht lutou durante toda a sua vida pelos oprimidos. Claramente assumiu posições de esquerda e procurou colocar a luta de classes no palco. Nunca de forma dogmática. Sempre buscando a dúvida dialética. Por isso para incontáveis dramaturgos do mundo inteiro ele não é o Sr. Bertolt Brecht, mas sim o nosso companheiro de trabalho Brecht, ou b.b. como ele se assinava sempre em letras minúsculas. Um companheiro de luta, uma luta longa e difícil, que só terá fim quando não mais existirem classes sociais diferentes.
Prematuramente morre aos 58 anos no dia 14 de agosto de 1956. Mas seu nome e sua luta continuarão vivos enquanto suas peças e suas idéias continuarem por aí. Entre tantas outras coisas b.b. nos ensinou que o teatro deve divertir . Então bom divertimento!
Bertolt Brecht 1898 - 1956
"Em nosso teatro, diante da natureza e diante da sociedade, que atitude produtiva podemos tomar para o prazer de todos nós, filhos de uma época científica? Essa atitude é uma atitude crítica. Diante de um rio, consiste em regularizar seu curso; tratando-se de uma árvore frutífera, enxerta-la; tratando-se do problema dos transportes, construir veículos terrestres, marítimos e aéreos; tratando-se da sociedade, fazer a revolução. Nossas representações da vida comum dos homens destinam-se aos que dominam os rios e as árvores, aos construtores de veículos e aos revolucionários; a todos esses convidamos para virem ao nosso teatro, pedindo-lhes que, quando aqui estiverem, não esqueçam seus alegres prazeres, pois queremos entregar o mundo a seus cérebros e a seus corações, para que o transformem a seu critério." b.b.
"sou um escritor de peças, mostroo que vi, no mercado dos homensvi como o homem é negociado, issoeu mostro, eu, o escritor de peças.
“Para poder mostrar o que vejoconsultei os espetáculos de outrospovos e de outras épocasreescrevi algumas peças, com cuidadoexaminando a técnica usada e assimilando aquilo que me podia ser útil.”
“E também as frases que erampronunciadas, dei a elas uma marca especial.Para que fossem como as sentenças que se anotapara que não sejam esquecidas."b.b.
As peças escritas por Brecht, títulos:
Baal, Tambores na noite, O casamento do pequeno burguês, O mendigo ou o cachorro morto, Ele expulsa um diabo, Luz nas trevas, A pescaria, Na selva das cidades, A vida de Eduardo II na Inglaterra, Um homem é um homem, Apêndice: O filhote de elefante , A ópera dos três vinténs, Ascenção e queda da cidade de Mahagonny, O vôo sobre o oceano, A peça didática de Baden-Baden sobre o acordo, Aquele que diz sim, Aquele que diz não, A decisão, A Santa Joana dos matadouros, A exceção e a regra, A mãe, Os sete pecados capitais dos pequenos burgueses, Os cabeças redondas e os cabeças pontudas, Os horácios e os curiácios, Terror e miséria do Terceiro Reich, Os fuzis da Senhora Carrar, Vida de Galileu, Mãe Coragem e seus filhos, O julgamento de Luculus, A alma boa de Setsuan, Dansen, Quanto custa o ferro?, O Sr. Puntila e seu criado Matti, Aresistível ascenção de Arturo Ui, As visões de Simone Machard, Schweyk na Segunda Guerra Mundial, O círculo de giz caucasiano, Os dias da comuna, Turandot ou o Congresso das Lavadeiras, A Antígona de Sófocles, O preceptor, Coriolano, O processo de Joana d’Arc em Rouen, Don Juan, Tambores e trombetas, Aníbal, Gösta Berling, Decadência do egoísta Johann Fatzer, A padaria, De nada, nada virá, A verdadeira vida de Jacó Vemcá, A vida de Confúcio, Dança da morte em Salzburgo.